13 Reasons Why (Série TV Review)


Quando ouvi falar nesta série, a minha reação inicial foi pensar que seria mais uma daquelas típicas séries de adolescentes ou dirigidas mais para o público feminino. A verdade é que resolvi dar uma oportunidade a 13 Reasons Why e dei por mim a ver a primeira e única temporada (até à data) em apenas duas maratonas.

Baseada num best-seller, esta série conta-nos a história de Hannah Baker, uma rapariga que decide suicidar-se e que deixa 13 gravações em cassetes de áudio, cada uma com um motivo e dedicada a uma pessoa específica, que devem ser ouvidas e passadas por todas as pessoas presentes nas gravações. A série acompanha Clay Jensen, um jovem apaixonado por Hannah, enquanto este ouve as cassetes e procura descobrir toda a verdade por trás do suicídio.

13 Reasons Why é uma série extremamente envolvente, é impossível ver um episódio sem querer saber o que acontece no outro, ou melhor, quem será o próximo a aparecer nas gravações e por que razão. Esta série apresenta-nos um elenco repleto de jovens, todos com grande qualidade, mas sem dúvida tenho de realçar os dois protagonistas Katherine Langford, que representa Hannah Baker e que realizou aqui o seu primeiro grande trabalho como atriz, e Dylan Minnette, que apresenta uma excelente performance a representar Clay Jensen, conseguindo na sua personagem passar da total apatia para a explosão emocional de uma forma espetacular.

Poderia dizer-vos que esta série tem como tema o bullying, o que, em parte é verdade, mas o bullying é um ato de maldade contínuo sobre outra pessoa e, na minha perspetiva, esta série incide mais sobre as ações negativas que temos sobre os outros, conscientes ou inconscientes, que para nós parecem insignificantes muitas das vezes, mas para a outra pessoa não, pois ninguém sabe qual é o estado de espírito da outra pessoa e o que se passa na vida desta. É uma série forte que muitas vezes nos deixa com um nó na garganta, pois sabemos que existem erros que, infelizmente, só poderiam ser corrigidos se fosse possível recuar no tempo.


Avaliação: 9,4/10.

Regras para fazer um Remake!


Ao longo da história do cinema, Hollywood tem-nos bombardeado com remakes de vários filmes, tendo sempre em vista a obtenção de dinheiro fácil. É sempre uma opção arriscada, especialmente se estivermos a falar de um filme com sucesso pois não é fácil surpreender o público com algo que já foi visto. No entanto parece existir uma lista de regras que devem ser seguidas para realizar um remake:

Porque será o primeiro episódio de Breaking Bad perfeito!


Para quem já viu Breaking Bad, não precisa de grandes explicações, sabe perfeitamente que esta é uma autêntica masterpiece. Para quem não viu, precisa de ver urgentemente porque não imagina o que está a perder! Esta é uma série que nos agarra desde o seu primeiro episódio, mas porquê...? Parece que alguém dedicou o seu tempo a estudar o primeiro episódio de Breaking Bad e a explicar num video o porquê de este ser um modelo a seguir por outras séries!

Game of Thrones: Finalmente saiu o Trailer da 7ª Temporada!!


Se existem séries que nos fazem passar "mal", não há nenhuma que ultrapasse Game of Thrones. É sempre triste quando acaba uma temporada e sabemos que temos de esperar quase um ano para ter uma nova, mas mais triste ainda é saber que segundo tudo indica, esta sétima temporada será a penúltima e ainda por cima terá apenas 7 episódios, e a oitava e última terá apenas 6 episódios, ainda são uns bons episódios a menos que o normal.
Mas há que pensar de forma positiva, e o que é certo é que já saiu o video promocional da sétima temporada, o que quer dizer que estamos bastante próximos do regresso desta especular série. E como já se pensava tudo parece indicar que vamos ter uma guerra feia pelo trono, com a participação de intruso pouco amigável que poderá baralhar as contas nisto tudo...

Silence

© 2016 - Paramount Pictures
Este filme já fazia parte da minha lista de filmes para ver há um bom tempo, mas o facto de ser um filme que aborda o tema da religião, o qual não adoro, e de ter aproximadamente 3 horas me tenha feito adiar a visualização deste filme. Este segundo ponto pode ser uma das principais razões que tira a vontade de o ver, logo, antes de aprofundar o conteúdo, tenho de realçar que, apesar da sua extensão, se vê bastante bem, não se tornando enfadonho com o passar do tempo.
Silence conta-nos a história de dois padres jesuítas portugueses (interpretados por Andrew Gatfield e Adam Driver), que viajam até ao Japão em busca do seu mentor (enviado anteriormente para espalhar a fé cristã), que segundo rumores cometeu apostasia tendo renunciado à religião católica. Durante a sua estadia ambos os padres deparam-se com uma realidade de pobreza e sofrimento, totalmente diferente da que estavam habituados. Esta história passa-se em meados do século XVII num país maioritariamente budista em que todos os que seguem o catolicismo são perseguidos pela Inquisição e, se não renunciarem à sua fé, serão torturados e mortos consecutivamente.
Dirigido por Martin Scorcese (um dos meus realizadores favoritos), Silence permite-nos fazer uma viagem visualmente muito bonita pelas ilhas japonesas na época, sendo a imagem um dos seus pontos fortes. Este filme apresenta-nos também um elenco de luxo com atores como Liam Neeson, que interpreta o papel de padre mentor, e os já mencionados Adam Driver (Kylo Ren em Star Wars: The Force Awakens) que interpreta o papel de padre Garupe e, claro, Andrew Garfield que, interpreta a personagem de padre Ferreira. Sendo o padre Ferreira a personagem de principal foco no filme, é de esperar que Andrew Garfield tenha um certo destaque, mas não posso deixar de realçar o trabalho deste ator, que é sem dúvida excelente. O aspeto que mais me incomodou em todo o filme, muito provavelmente por ser a minha língua materna, foi o facto das personagens principais serem portuguesas e em nenhum momento do filme vemos ser pronunciada uma única palavra em português.
Silence é a história de alguém que, tendo as suas crenças, ao deparar-se com um cenário aterrador numa sociedade totalmente diferente da que estava habituado, começa a questionar-se sobre a veracidade das mesmas. Este é um filme que é, na minha opinião, uma crítica à religião e aos conflitos causados pela falta de tolerância que esta provoca, levantando alguns problemas morais, como por exemplo até que ponto uma crença pode ser posta à frente dos valores e do sofrimento humano, e que não só é errado quem tenta expulsar uma crença de forma agressiva, como é errado tentar implementar uma fé por motivos meramente egoístas.


Silence merece um 8,2/10. Com uma imagem lindíssima, um elenco de luxo e uma mensagem que nos faz refletir, este é um filme que merece sem dúvida que dispensemos 3 horas do nosso tempo para a sua visualização.